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Fotos: Eduardo Baratto Leonardi
Ao ouvir o barulho no portão no início da tarde desta sexta-feira (1º), Maria Elizabeth veio, curiosa, caminhando até a porta de casa, com o equilíbrio que seu 1 ano e 3 meses de idade permite ter, a fim de espiar quem está chegando. Quando identificou a visitadora do Programa Primeira Infância Melhor (PIM) e Criança Feliz, a menina abre um sorriso, gesto que se repetiu ao longo da visita, sobretudo ao se reconhecer nas imagens de um álbum de fotos presenteado pela visitadora. Maria é um dos 170 esteienses acompanhados pela equipe dos projetos, promovidos pelos governos estadual e federal e executados pela Prefeitura de Esteio, em ação integrada entre secretarias municipais de Saúde (SMS), de Cidadania, Trabalho e Empreendedorismo (SMCTE) e de Educação (SME).

 

A mãe dela, Thaís Hiller, brinca que tem “uma família PIM”. “Tenho outros dois filhos, mais velhos, que também foram acompanhados pelo programa. Aí a Maria nasceu e, um dia, vi uma visitadora passando aqui na frente de casa. Chamei ela e pedi se a mais nova poderia fazer parte também e, desde então, recebemos as visitas”, comentou a moradora do Bairro São José.

 

A atuação do PIM em Esteio teve início em 2006, três anos após a criação da iniciativa pelo governo gaúcho. Em 2016, o Governo Federal lançou iniciativa semelhante, batizada de Programa Criança Feliz, à qual o Município aderiu em 2017, como complementação às ações já realizadas com o Primeira Infância Melhor.

 

O trabalho feito em Esteio rendeu ao Município a escolha, pelo Ministério da Cidadania, como uma das cinco cidades do Brasil (a única na Região Sul) a constar em um material preparado para celebrar os três anos do Criança Feliz. Em agosto, uma equipe do Ministério esteve na cidade para coletar informações e imagens utilizadas em livro, cinco vídeos (um por região), uma série de cinco matérias no programa de rádio Voz do Brasil e uma matéria jornalística para o portal do órgão federal.

 

Tanto a iniciativa gaúcha, quando a federal, atuam desde os cuidados com a mãe, durante a gestação, passando o foco para criança após o nascimento, acompanhando ela até os 6 anos de idade. Esse é o caso, por exemplo, de Samer Garcia da Rosa, moradora do Parque Primavera. Ao longo de sua gravidez, as visitadoras monitoraram as condições de saúde da futura mamãe, o andamento da gestação e se o desenvolvimento do feto estava de acordo com o esperado em cada período. Agora que Hillary nasceu, começaram as ações com a recém-nascida, seguindo os objetivos do PIM e do Criança Feliz.

 

O Primeira Infância Melhor tem a proposta de orientar as famílias, a partir de sua cultura e experiência, para que promovam o desenvolvimento integral de suas crianças. O trabalho é feito observando se a evolução motora, socioafetiva, cognitiva e de linguagem está de acordo com o previsto para cada faixa etária. Coordenado pela Secretaria Especial do Desenvolvimento Social do Ministério da Cidadania, o Criança Feliz promove o desenvolvimento adequado na primeira infância, integrando ações nas áreas da saúde, assistência social, educação, justiça, cultura e direitos humanos. Em visitas semanais, técnicos capacitados orientam sobre o desenvolvimento das crianças de até três anos que recebem o Bolsa Família e de até seis anos que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC). As gestantes também são atendidas pelo Programa.

 

“O PIM e o Criança Feliz são iniciativas que colaboram no exercício da parentalidade, ou seja, no estabelecimento de vínculos entre as crianças e seus cuidadores. Os primeiros três anos são essenciais para o desenvolvimento da criança e, por isso, esses projetos são de grande importância”, explica a supervisora do PIM esteiense, Joelma Guimarães. A equipe de visitadores em Esteio é formada por estagiários de psicologia, pedagogia e fonoaudiologia. “Conseguimos, muitas vezes, identificar cedo dificuldades de fala ou de aprendizagem que acabariam sendo percebidas só quando a criança entrasse na escola”, afirma a supervisora do Criança Feliz no Município, Ana Cláudia Coelho Mattos.

 

O único critério para as famílias aderirem aos projetos é estar registrado Cadastro Único (CadÚnico) do Governo Federal. As inscrições e atualizações do CadÚnico são realizadas, junto da SMCTE (Rua Eng. Hener de Souza Nunes, 150), de segunda a sexta-feira, das 12h30min às 18h. Uma ação descentralizada será feita no próximo dia 25 de novembro, das 8h às 12h, no Centro de Convivência Território de Paz (Rua Orestes Pianta, 206).

 

Texto: Eduardo Baratto Leonardi

 

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