20190812 DjalmaCorreaPacheco VicePrefeitoVisitaUsinaReciclagemSaoFranciscoPaula abre
Fotos: Djalma Corrêa Pacheco
O vice-prefeito de Esteio, Jaime da Rosa, foi a São Francisco de Paula na manhã desta segunda-feira (12) conhecer o trabalho realizado pela RecBio, usina de transbordo, triagem e compostagem de resíduos sólidos administrada pela empresa ATR que funciona desde abril na Serra Gaúcha. Num pavilhão de 450m², a usina recebe e processa o “lixo” recolhido pela Engesa Engenharia no Município e em Cambará do Sul, Bom Jesus, Glorinha e Três Coroas, separando os resíduos orgânicos, encaminhados para a compostagem, de materiais reciclados como plástico, papel, vidro e metal, que são vendidos, gerando mais receita.

Jaime foi acompanhado do secretário municipal de Obras e Serviços Urbanos, Flávio Ouriques, e do diretor-técnico do Consórcio Pró-Sinos, Hener de Souza Nunes Júnior. A comitiva esteiense foi recebida pelo proprietário da ATR, Marcelo Severo da Rocha, e pelo diretor comercial da Engesa, Orlei Soares.

A RecBio processa, atualmente, 70 toneladas de resíduos urbanos por dia, mas tem capacidade instalada para trabalhar com 100 toneladas/dia. A ideia da ATR e da Engesa é abrir uma usina com o dobro da capacidade em Gravataí, onde já tem área, e instalar uma máquina que já foi comprada. A proposta das empresas é que Esteio encaminhe para lá o lixo doméstico coletado na cidade, que gira em torno de 70 toneladas/dia. A usina se encarregaria de fazer a separação dos resíduos orgânicos e reciclados e encaminhar o rejeito final, que não tem como ser aproveitado, para um local adequado. De acordo com cálculos da ATR/Engesa, Esteio poderia economizar de 20% a 25% com o novo sistema. Hoje, o Município paga R$ 86,51 por tonelada que deposita num aterro sanitário de São Leopoldo, ou seja, mais de R$ 180 mil por mês ou R$ 2,1 milhões por ano. “Podemos economizar até R$ 500 mil anualmente, um valor que podemos investir em outras áreas, além de termos um processo que impacta muito menos o meio ambiente”, destacou Jaime da Rosa.

Durante a visita, Orlei explicou que a RecBio é a primeira usina do Brasil com o conceito de “aterro zero”. Ele afirmou que apenas cerca de 15% do “lixo” que entra na máquina na ponta do processo não tem como reaproveitar. Após a separação dos compostos orgânicos e dos reciclados, o que sobra é utilizado para a confecção de madeira biossintética, material que pode ser usado para todos os fins que se emprega a madeira normal, sendo um substituto perfeito, com vida útil estimada de mais de 100 anos. A empresa encaminha o material para uma empresa de São Paulo produzir a madeira biossintética, mas pretende ela própria fabricar o produto, aumentando a receita.

Na usina, trabalham 25 pessoas, durante 24 horas por dia, a maioria delas na esteira de separação dos resíduos reciclados. Segundo o diretor, a Engesa tem 31 contratos de recolhimento de lixo doméstico em 27 municípios diferentes.

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