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Fotos: Eduardo Baratto Leonardi e Luciana Abdur
Para auxiliar a abrir novos caminhos aos venezuelanos que moram em Esteio, dois voluntários do Conta Comigo, programa de voluntariado da Secretaria Municipal de Cidadania, Trabalho e Empreendedorismo (SMCTE), dedicaram a manhã desta segunda-feira (5) para dar aos imigrantes aulas gratuitas de Língua Portuguesa. O curso seguirá até o dia 17 de dezembro, com encontros todas as segundas-feiras, das 9h às 11h, no alojamento localizado na Rua Liberato Salzano Vieira.

 

A semelhança dos voluntários com os venezuelanos é de que eles, também, vêm de outros países. Cyntia Hernandez, 25 anos, da Espanha, e Charlie Castro, 39 anos, do Peru, tiveram as mesmas dificuldades de aprender o idioma quando chegaram no Brasil. “Já tivemos os mesmos sentimentos que eles, de aparecer em um lugar novo e não saber as novas língua e cultura. Espero que este curso ajude-os a encontrar um emprego e a desenvolver as atividades do dia a dia, pois, como voluntários, qualquer interação com estas pessoas nos faz enxergar a vida de forma mais humana”, disse Cyntia.

 

Inicialmente, os imigrantes aprenderão o básico da Língua Portuguesa, como princípios de cumprimento e soletrar. No total, 16 moradores do abrigo frequentarão as aulas. Os materiais de estudo usados nas aulas, como cadernos, canetas e apostilas de ensino, foram doados pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), que tem desenvolvido uma parceria com a SMCTE em relação ao acolhimento dos venezuelanos.

 

Morando há cerca de um ano no Brasil, Nataly Fermin, 32 anos, que era vendedora na cidade de Anzoátegui, já tem um conhecimento mínimo do idioma. “Com as aulas, espero poder me comunicar melhor com as pessoas e, assim, conseguir um trabalho”, comentou.

 

Turmas noturnas permitem a mais venezuelanos aprender o português

Além da turma da manhã, outros dois grupos de pessoas vindas da Venezuela iniciaram, na noite da segunda-feira, o aprendizado do idioma falado no Brasil. As aulas serão realizadas no auditório da Secretaria Municipal de Cidadania, Trabalho e Empreendedorismo (SMCTE) e também na Secretaria Municipal de Educação (SME).

 

Na SMCTE, cumprimentos e perguntas e respostas a saudações foram as primeiras lições repassadas à classe, composta por 19 participantes, os quais aproveitaram para questionar sobre o significado de expressões coloquiais que escutam na rua ou no ambiente de trabalho e, ainda, sobre a pronúncia de determinadas palavras. Aline Padilha, Fábio Severo Silveira, Taís Castro e Vera Nanci Melo foram os professores nesta primeira atividade.

 

Assim como a turma da manhã, os encontros serão realizados até o dia 17 de dezembro e podem ter sequência em 2019. Ainda estão previstas turmas nas quintas-feiras à noite, das 19h às 21h, e no sábado pela manhã, 9h às 11h, ambas no plenário da SMCTE, e também nas sextas-feiras, das 19h às 21h, na SME.

 

Programa de Interiorização de Venezuelanos

Para acolher os imigrantes, Esteio recebeu R$ 530,4 mil, recursos que serão investidos em ações para dar melhor acolhida aos refugiados, nas áreas de assistência social, saúde e educação, principalmente, ao longo de seis meses. Para organizar o atendimento, o prefeito Leonardo Pascoal emitiu uma portaria no dia 3 de setembro, criando o Comitê Articulador do Processo de Interiorização de Refugiados Venezuelanos em Esteio. Pascoal é o coordenador, tendo a titular da SMCTE como subcoordenadora, enquanto o diretor de Cidadania e Desenvolvimento Social da SMCTE, Cristiano Coutinho, e a coordenadora de Direitos Humanos, Maria Izabel Teixeira, são responsáveis pelos dois abrigos que receberam os venezuelanos.

 

Além disso, a Associação Antônio Vieira (Asav), responsável pela gestão de recursos que provém a Acnur, vai repassar R$ 170 para cada venezuelano. O valor está sendo disponibilizado por um período de três meses para auxílio de custo mensal desde a chegada deles, com o objetivo de buscar trabalho e comprar medicamentos, se necessário.

 

Os alojamentos, cujos alugueis serão pagos pela ONU, ficam na Rua Senador Salgado Filho, no Parque Tamandaré, onde foram acomodados venezuelanos em 20 apartamentos com seis a oito camas cada, e na Rua Liberato Salzano Vieira, na Vila Osório, que tem 27 apartamentos e para onde irão grupos familiares. Ambos os espaços contam com cozinhas compartilhadas, onde os refugiados poderão preparar as refeições com os alimentos doados pelo Exército.

 

Texto: Eduardo Baratto Leonardi e Luciana Abdur

 

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