20180816 GabrielRodzinski PrefeitoVistoriaLocalReassentamentoFamilias abre
Fotos: Gabriel Rodzinski
O prefeito Leonardo Pascoal visitou, na manhã desta quinta-feira (16), o terreno onde 14 famílias esteienses, que atualmente recebem aluguel social, serão reassentadas e passarão a ter um lar próprio, em lotes de 110 m². No local, que fica atrás do Loteamento Pôr-do-Sol, no Bairro São Sebastião, serão montadas casas-contêiner, semelhantes à do projeto-piloto implantado pela Prefeitura, em maio, na Av. Porto Alegre. A Secretaria Municipal de Obras e Serviços Urbanos (SMOSU) iniciou os trabalhos de infraestrutura e, após a conclusão deles, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SMDUH) providenciará a instalação das moradias e assistência às famílias que vão residir ali.

 

A SMOSU fará a colocação de redes de drenagem pluvial e o arruamento, que terá pavimentação em asfalto. A SMDUH fará a aquisição das casas-contêiner, demarcação dos lotes e colocação dos postes de luz das residências. O investimento previsto é de R$ 440,7 mil, mais os valores necessários para a infraestrutura. A instalação das redes de abastecimento de água e de coleta de esgoto sanitário, assim como da energia elétrica, caberá à Corsan e à RGE Sul, concessionárias desses serviços no Município.

 

As famílias que serão reassentadas viviam em situação de vulnerabilidade, em áreas de risco ou em condições precárias e, por esse motivo, foi identificada a necessidade de retirá-las de suas antigas casas e conceder aluguel social. “Por esse motivo, é dever da Prefeitura reassentá-las. Faremos as ações necessárias para que elas possam começar uma nova vida neste novo local e projetar um futuro diferente”, explicou o prefeito. “Além disso, os recursos que vamos economizar do pagamento do aluguel social vão possibilitar o investimento em outras áreas”, complementou Pascoal, que estava acompanhado pelo vice-prefeito, Jaime da Rosa, pelo diretor de Obras e Drenagem Urbana da SMOSU, Flávio Ourique, e pela arquiteta da SMDUH, Viviane Poletto.

 

A Prefeitura começou a adotar casas-contêiner como alternativa aos antigos kits-moradia de madeira em maio, como um projeto-piloto em um terreno da Av. Porto Alegre. O primeiro beneficiado é uma família cuja casa, às margens do Arroio Sapucaia, havia desabado e que, desde então, vivia em aluguel social. A seleção foi feita pela equipe de Serviço Social da SMDUH, que está acompanhando a família moradora e verificando a opinião em relação a questões sobre a qualidade da estrutura, adequação, comodidade e conforto. O retorno tem sido positivo.

 

O custo estimado de cada unidade do contêiner-moradia é de R$ 30,3 mil, adquiridos via licitação. Ele tem uma área de 27,6 m², com pé-direito de 2,5 m. As paredes são isotérmicas, ou seja, isolam a residência de excessos de calor ou de frio. “Muitas cidades utilizam contêineres adequados para moradia, pois o custo-benefício e a durabilidade estão entre as vantagens deste sistema. Os conjuntos de madeira, como tínhamos na cidade, apresentam problemas de conservação em pouco tempo”, afirmou o titular da SMDUH, Marcelo Kohlrausch. O kit de madeira custa R$ 25 mil, mas tem um espaço menor (21 m²) e demanda mais manutenção. Já os recursos para o aluguel social giram em torno aos R$ 11 mil por mês para a Prefeitura. Ainda segundo o secretário, outros pontos a favor são a sustentabilidade, pelo fato de ser uma obra limpa, com redução de entulho e de uso de recursos naturais como areia e água, e a praticidade, pela flexibilidade e agilidade na montagem, feita em até 60 dias, e por um maior espaço interno para as famílias (27,6 m² contra 21 m² das atuais casas de madeira).

 

Texto: Eduardo Baratto Leonardi

 

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