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Fotos: Jean Monteiro
Com o feriado de Carnaval chegando, a Secretária Municipal de Saúde intensifica as ações de prevenção ao HIV/AIDS e Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). Na tarde desta sexta-feira (9), uma das atividades propostas levou, para quem passava na Av. Presidente Vargas, informação sobre cuidados contra a doenças e tratamentos atuais que garantem uma vida normal aos portadores do HIV. Equipes de comércio e farmácias da região também receberam instruções e pequenos lotes de preservativos masculinos e femininos.

Nem mesmo o forte calor foi capaz de atrapalhar os agentes de saúde do Município Daniel da Silva, Margarete Schumacher e Fátima Santos. Além deles, a coordenadora do Programa municipal de Prevenção ao HIV/AIDS e ISTs, Ana Massulo. Com uma estratégia diferente, os agentes buscaram bater um papo descontraído, mas muito informativo, com quem passava pela Avenida ou com comerciantes da região.

Daniel Hilário acredita que o seu papel como disseminador da informação é muito importante, pois com ele o preconceito e o estigma sobre o assunto podem ser combatidos. “A população tem receio até de pegar os informativos. Por isso o diálogo é importante, assim as pessoas podem entender melhor sobre a doença e que ela não é o fim da vida”, disse o agente de saúde.

Enquanto Daniel atendia na rua, Ana Massulo foi em pontos do comércio falar com vendedores e clientes. Com essa iniciativa, pequenas parcerias de divulgação foram firmadas e diversos pontos da avenida disponibilizavam kits com informativos sobre a ISTs, camisinhas femininas, masculinas e lubrificantes. Entre uma loja e outra, uma das pessoas que ouviu atentamente as informações e instruções foi Jéssica Krebs, 26 anos. A vendedora de uma loja que vende produtos para cama, mesa e banho achou interessante a conversa sobre as formas de transmissão além das sexuais. “Muita gente não reconhece os riscos que corre. Acreditam que essas doenças têm apenas um modo de transmissão e isso é um perigo imenso. É muito bom receber essa informação. Com certeza vou repassar para os conhecidos”, comentou Jéssica.

Um grupo que anda ganhando destaque na prevenção ao HIV/AIDS é o de idosos. Em um estudo feito pelo Ministério da Saúde e divulgado no ano passado mostra que o número de casos de HIV entre pessoas acima dos 50 anos dobrou na última década, já que atualmente cerca 80% dos adultos entre 50 e 90 anos são sexualmente ativos. Denise Rosa, 61 anos, está dentro desta faixa etária mas garante que a segurança vem sempre em primeiro lugar nas relações. A aposentada mora na capital do Estado do Rio de Janeiro e está em Esteio visitando a filha. Segundo ela, no Rio não há este tipo de abordagem com os agentes de saúde dialogando diretamente. “A segurança e a informação são fundamentais para todos. As pessoas mais velhas ignoram os cuidados e acabam se expondo a situações que poderiam ser evitadas. Ações assim deveriam ser mais comuns em todos os locais”, falou.

No pequeno informativo entregue junto com os kits de prevenção, estão as informações sobre a Profilaxia Pós-Exposição (PEP). Apesar do nome complicado a PEP é hoje, uma das formas de urgências na prevenção contra o HIV. A pessoa que se expôs ao risco da doença tem até 72 horas para iniciar o tratamento que dura 28 dias. Para as pessoas que já são portadoras do vírus o tratamento não é recomendado. A medicação é gratuita e pode ser solicitado no Serviço de Assistência Especializada de Esteio (Rua Garibaldi, 173).

Outro medicamento que serve como prevenção e ajuda na proteção aos não portadores do Vírus, mas que se encontram em situação de elevado risco de infecção, é a profilaxia pré-exposição (PrEP). O tratamento é indicado a profissionais do sexo, casais sorodiferentes (quando uma pessoa tem o vírus e a outra não), e outros grupos. Quem se encaixa nestes públicos pode procurar o SAE para conversar com os profissionais do serviço.

Para mais informações sobre o PEP e outros tipos de prevenção, ou até mesmo informação ligue para telefone 08005410197, ou acesse o site observatorioaids.saude.rs.gov.br/.

Sobre o SAE
O Serviço de Assistência Especializada em Infecções Sexualmente Transmissíveis, HIV, Aids, Hepatites Virais e Tuberculose (SAE) é um serviço responsável pela assistência ambulatorial às pessoas com HIV/Aids e hepatites virais, entre outras infecções sexualmente transmissíveis (IST), por meio de uma equipe multidisciplinar. O local faz o acompanhamento, também, de pacientes com tuberculose.


Prevenções contra o HIV/Aids e Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs)

O que fazer para evitar o contágio com HIV/Aids e infecções sexualmente transmissíveis?

O preservativo é a melhor alternativa, e a mais barata. Retire gratuitamente nas unidades básicas de saúde (UBS), nos centros de atenção psicossocial (CAPS) e também no Hospital São Camilo

Tive uma relação sexual sem camisinha, ou a camisinha rompeu. E agora?

Nesta situação, o caminho é a profilaxia pós-exposição (PEP). O tratamento deve ser iniciado em até 72 horas após o possível contágio. Procure o SAE ou o Hospital São Camilo para ter acesso aos medicamentos ou para mais informações.

Vivo em situação de risco de contágio com HIV/Aids. O que pode ser feito?

Neste caso, a indicação é a profilaxia pré-exposição (PrEP) é a utilização de um medicamento contra o vírus para indivíduos que não estejam com HIV, mas que se encontram em situação de elevado risco de infecção. Procure o SAE e converse com um dos profissionais no local para ter mais informações.

 

Serviço de Assistência Especializada em Infecções Sexualmente Transmissíveis, HIV, Aids, Hepatites Virais e Tuberculose (SAE) de Esteio
Endereço: Rua Garibaldi, 173 - Centro (esquina com Rua Maurício Cardoso)
Telefone: (51) 3110-0068
E-mail: sae.dst@esteio.rs.gov.br e tuberculose@esteio.rs.gov.br
Atendimento: De segunda a sexta-feira, das 8h às 17h

 

Texto: Jean Monteiro

 

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