20180110 AdrianoRosadaRocha FiscalizacaoCombateDengue abre
Fotos: Adriano Rosa da Rocha
Na manhã desta quarta-feira (10), agentes de combate à dengue da Vigilância em Saúde de Esteio realizaram vistorias nas residências do Bairro Premem e no Cemitério 2 de Novembro. Durante as ações, cada dupla de agentes ficou responsável pela fiscalização de um quarteirão.

As vistorias são realizadas diariamente ao longo de todo o ano em diferentes pontos do Município por uma equipe de 18 agentes, a fim de verificar a existência de larvas ou do próprio mosquito Aedes aegypti. Quando é identificado algum tipo de larva ou mosquito, o fiscal coleta uma amostra e leva para ser analisada no laboratório da Secretária Municipal da Saúde (SMS). Se for o caso de transmissor da dengue, a equipe retorna à residência da pessoa e a orienta sobre os cuidados que devem ser tomados.

O assessor da Vigilância Ambiental Carlos Alberto Spessatto alerta sobre os cuidados que as pessoas devem tomar para não permitir a criação do mosquito. “É muito importante evitar depósitos de água parada. Caixa d'água sem tampa, pneus no pátio, potes de margarina, tampas de garrafa, qualquer coisa que possa ter um pouquinho da água é bom prevenir”, orienta. Carlos explica sobre o trabalho da Fiscalização. “Esta ação acontece há 23 anos, desde quando o mosquito Aedes aegypti foi descoberto no Rio Grande do Sul. Antes, apenas eram colocadas armadilhas em pontos estratégicos de Esteio para verificar se haviam larvas, mas nunca era encontrado nada. Há oito anos ocorreu um caso em que o Município foi dado como infestado. Foi então que a equipe aumentou e o trabalho se intensificou”, relata.

As visitas iniciaram na Rua Osvaldo Cruz, no Premem. Para a moradora Tereza Barbosa, 56 anos, as fiscalizações são muito importantes. “Vale a pena, mas é uma luta, pois assim como hoje pode não ter, amanhã pode vir a ter alguma coisa”, comentou.

Outra equipe estava trabalhando no Cemitério 2 de Novembro, espaço onde as fiscalizações são feitas de 15 em 15 dias. O fiscal da dengue João Silveira, que estava verificando os vasos, contou sobre como é feito o processo de coleta. “O interessante é examinar todo e qualquer depósito de água parada. Primeiramente, procuramos trazer uma concha para botar o conteúdo e analisar se tem alguma coisa. Em seguida, pegamos um pequeno tubo de ensaio, onde são colocadas as larvas. Tudo que é coletado aqui vai para análise no laboratório”, disse. “As larvas podem ser encontradas, também, em plantas aquáticas, como as bromélias”, alertou.

O Aedes

A reprodução do Aedes aegypti costuma ser mais intensa durante o verão. O mosquito não escolhe o bairro ou casa para se reproduzir. Ele precisa apenas de locais com água parada. Por isso, o cuidado para evitar a sua proliferação deve ser feito por todos. A principal ação para prevenção dessas doenças é evitar o nascimento do mosquito da dengue, já que não existem vacinas ou medicamentos que combatam a contaminação.

Em 45 dias, um único mosquito pode contaminar até 300 pessoas. É bom lembrar que o ovo do mosquito pode sobreviver até 450 dias, mesmo se o local onde foi depositado estiver seco. Se a área receber água novamente, o ovo ficará ativo e poderá atingir a fase adulta em poucos dias. Por isso, após eliminar a água parada, é importante lavar os recipientes com água e sabão.

Esclarecendo dúvidas sobre o Aedes aegypti

A dengue, o zika vírus e a febre chikungunya são doenças transmitidas exclusivamente pela picada do mosquito Aedes Aegypti contaminado. Se você apresentar os sintomas de qualquer uma das doenças, dirija-se imediatamente ao posto de saúde mais próximo ou à emergência do Hospital São Camilo.

Sintomas

Febre, coceira, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dor no corpo e nas juntas, manchas vermelhas pelo corpo, mal-estar e cansaço

Todos devem contribuir para acabar com o mosquito! Faça sua parte:

- regra básica: não deixe água parada
- coloque o lixo em sacos plásticos e mantenha a lixeira bem fechada. Não jogue lixo em terrenos baldios
- coloque no lixo todo objeto que possa acumular água, como embalagens usadas, latas, garrafas vazias, etc.
- mantenha o saco de lixo bem fechado e fora do alcance de animais
- encha de areia até a borda os pratinhos de vasos de planta e não deixe a água acumulada sobre a laje
- remova folhas, galhos e tudo que possa impedir a água de correr pelas calhas
- lave semanalmente com escova e sabão os tanques e utensílios utilizados para armazenar água
- mantenha a caixa d'água, tonéis e barris sempre fechados com tampa adequada. Filtre a água da piscina diariamente e use cloro com regularidade
- use repelente durante o dia e reaplique diversas vezes

Texto: Luciana Abdur

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