CarteiraTrabalhoEmprego 2017Enquanto a Região Metropolitana de Porto Alegre apresentou saldo negativo na geração de empregos em 2017, o município de Esteio registra o melhor desempenho nos últimos cinco anos. Observando-se os 10 primeiros meses do mês, a variação positiva foi de 349 novos postos de trabalho. Neste período foram realizadas 6.177 admissões na cidade, contra 5.828 demissões. A movimentação agregada só é superada pelo mesmo período de 2012, quando o saldo de novas vagas foi de 531 postos de trabalho.
Os dados oficiais são oriundos do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), organizado pelo Ministério do Trabalho e Emprego e que registra, desde 1965, o controle das admissões e demissões de empregados sob o regime da CLT no país.

Para o Prefeito Leonardo Pascoal, o resultado reflete o momento de recuperação econômica do país, mas também de ações provocadas pela Administração Municipal. “Desde o início do Governo procuramos lançar bases para o desenvolvimento sustentável do Município, e criar condições favoráveis para a atividade produtiva. Simplificamos processos, demos agilidade aos licenciamentos, modificamos legislações, dentre outras ações. Tudo na perspectiva de fazer de Esteio um ambiente fértil para a livre iniciativa”.

Comércio e Indústria de Transformação impulsionaram o mercado
Conforme dados do Ministério do Trabalho e Emprego, em todo o país, o crescimento do mercado formal no mês de outubro foi impulsionado por três setores – Comércio, Indústria da Transformação e Serviços, setores que já apresentavam números positivos. O crescimento destacado do Comércio reflete, também, o otimismo e o aumento da produção da indústria verificados em meses anteriores.

O saldo positivo do Comércio chegou a 37.321 novos postos, alta de 0,42% em relação ao estoque de empregos de setembro. Desse saldo, 30.183 novas vagas foram geradas pelo Comércio Varejista e 7.138, pelo Comércio Atacadista.

A Indústria de Transformação veio logo após, com 33.200 novas vagas no mês (+0,45%), registrando expansão em 11 dos 12 subsetores da atividade industrial. Destacaram-se a Indústria de Produtos Alimentícios, Bebidas e Álcool Etílico (20.565 empregos); Indústria Têxtil do Vestuário e Artefatos de Tecidos (2.235); Indústria Química de Produtos Farmacêuticos, Veterinários, Perfumaria (2.080); Indústria da Madeira e Mobiliário (2.080 empregos); Indústria Mecânica (1.916 postos); Indústria do Material Elétrico e de Comunicações (1.310 vínculos); e a Indústria do Papel, Papelão, Editorial e Gráfica (1.003 vínculos empregatícios).

O setor de Serviços registrou 15.915 novos empregos formais (+0,09%). Cinco dos seis subsetores de Serviços tiveram saldo positivo: Comércio e Administração de Imóveis, Valores Mobiliários, Serviço Técnico (7.628 postos de trabalho); Serviços Médicos e Odontológicos (4.694); Transportes e Comunicações (2.540); Ensino (842 postos formais); e Serviços de Alojamento, Alimentação, Reparação, Manutenção, Redação (293 vínculos).

Os recuos de outubro foram verificados nos setores da Construção Civil (-4.764 postos de trabalho), Agropecuária (-3.551), Serviços Industriais de Utilidade Pública (-729), Extrativa Mineral (-532) e Administração Pública (-261).

A tendência é de que setores como a construção civil recuperem os níveis de emprego já no primeiro semestre de 2018. O mercado de trabalho deve ser movimentado ainda pelos investimentos do setor automobilístico, em torno de R$ 15 bilhões, previstos para 2018.