20161117 MatheusAlves TeatroSemanaConscienciaNegra abre
Fotos: Matheus Alves
Uma super-heroína negra que combate o preconceito e o bullying dentro de escolas. Este foi o mote principal da peça de teatro Negra Maravilha, atividade da Semana da Consciência Negra de Esteio voltada, desta vez, para alunos do Ensino Infantil dos centros municipais de Educação Básica (CMEBs) e escolas municipais de Educação Infantil (EMEIs) de Esteio.

Apresentada pelo grupo “@migas.com.encena” na manhã desta quinta-feira (17) na Casa de Cultura Lufredina Araújo Gaya, a peça contou a história de alunos de uma escola fictícia que sofriam com bullying de outros colegas. Com muita criatividade, a Negra Maravilha se disfarça de professora, e convivendo com os alunos consegue fazer com que todos se respeitem. “Brincadeiras só são legais se todo mundo se divertir. Se um amigo não estiver gostando de alguma brincadeira ou piada, não devemos fazer mais”, aconselhou a heroína falando sobre respeitar as diferenças e o jeito de cada pessoa. A atividade ocorreu em duas sessões para atingir o maior número de alunos do Município.

A programação da Semana da Consciência Negra de Esteio segue nesta quinta-feira (17) com o Cine Debate Regional EJA. Esta atividade ocorrerá nos CMEBs Maria Lygia, Oswaldo Aranha e Santo Inácio a partir das 19h, e apresentará o filme Mãos Talentosas, que conta a história do sul-africano Hamilton Naki, falecido em 2005.


Semana da Consciência Negra
Em 20 de novembro é celebrado no Brasil o Dia da Consciência Negra. A data foi escolhida como uma homenagem a Zumbi dos Palmares, que morreu neste dia, em 1695, lutando pela liberdade do seu povo no Brasil. Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, foi um personagem que dedicou a sua vida lutando contra a escravatura no período do Brasil Colonial, onde os escravos começaram a ser introduzidos por volta de 1594. Um quilombo é uma região que tinha como função lutar contra as doutrinas escravistas e também de conservar elementos da cultura africana no Brasil.


Programação
Quinta-feira (17)
19h - Cine Debate Regional EJA - Filme Mãos Talentosas
Locais:
CMEB Maria Lygia Andrade Haack (Rua Osvaldo Jesus Vieira, 345 - Parque Primavera)
CMEB Oswaldo Aranha (Endereço: Rua Rio Grande, 1285 - Centro)
CMEB Santo Inácio (Rua Padre Urbano Thiesen, 303 - Parque Santo Inácio)

Sexta-feira (18)
9h - Griôs* na escola
Locais:
CMEB Alberto Pasqualini (Rua Arthur da Costa e Silva, 55 - São José)
CMEB Dulce Moraes (Rua República Argentina, 150 - Liberdade)
EMEI Colorindo Aprender (Rua Vila Lobos, 858 - Parque Tamandaré)
EMEI Pedacinho do Céu (Av. Porto Alegre, 30 - Jardim Planalto)
14h - Exposição de trabalhos das escolas municipais de Esteio
Local: Casa de Cultura

Sábado (19)
9h - Turbantaço
Local: Rua Coberta (Rua Garibaldi)


Domingo (20)
17h - Roda de Capoeira Aberta e Sarau Negro (Música/Poesia)
18h - Marietti Fialho & Cia. Luxuosa/Negra Jaque
Local: Av. do Carnaval (Av. Governador Ernesto Dornelles)

Segunda-feira (21)
19h - Seminário de Periferia
Tema: Extermínio da Juventude
MC Garden e representantes do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial (Compier)
Local: Câmara de Vereadores de Esteio (Rua 24 de Agosto, 535)

Terça-feira (22)
19h - Sessão solene em homenagem ao afrodescendente (Personalidades Negras das Comunidades Escolares e Referências Negras do Município de Esteio)
Local: Câmara de Vereadores (R. 24 de Agosto, 535 – Centro)

*O que é griô
O termo griô é universalizante, porque ele é um abrasileiramento do termo griot, que por sua vez define um arcabouço imenso do universo da tradição oral africana. É uma corruptela da palavra “Creole”, ou seja, Crioulo a língua geral dos negros na diáspora africana. Foi uma recriação do termo gritadores, reinventado pelos portugueses quando viam os griôs gritando em praça pública. Foi utilizado pelos estudantes afrodescendentes que estudavam na língua francesa para sintetizar milhares de definições que abarca.

O termo griô tem origem nos músicos, genealogistas, poetas e comunicadores sociais, mediadores da transmissão oral, bibliotecas vivas de todas as histórias, os saberes e fazeres da tradição, sábios da tradição oral que representam nações, famílias e grupos de um universo cultural fundado na oralidade, onde o livro não tem papel social prioritário, e guardam a história e as ciências das comunidades, das regiões e do país. Na África, existem termos em cada grupo étnico: Dioma, Dieli, Funa, Rafuma, Baba, Mabadi… Os primeiros povos do Brasil também reconhecem no termo a definição de um lugar social e político na comunidade para transmissão oral dos seus saberes e fazeres, a exemplo dos Kaingang do Sul, dos Tupinambá das Aldeias Tukun e Serra Negra (BA) e os Pankararu de Pernambuco, os Macuxi em Roraima, e tantos outros que participam da Rede Ação Griô Nacional contam sobre os Morubixabas, Kanhgág Kanhró… e o Griô contempla todos.
Fonte: Lei Griô Nacional (www.leigrionacional.org.br)

Texto: Matheus Alves

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