A Semana da Consciência Negra de Esteio ocorrerá entra os dias 16 e 23 de novembro. Mas já nesta sexta-feira (11) alunos dos centros municipais de Educação Básica (CMEBs) Edwiges Fogaça, Flôres da Cunha e Maria Lygia terão uma prévia da programação, recebendo atividades de debate e reflexão sobre a cultura negra com um griô*.

Neste ano, a Semana da Consciência Negra traz o tema “Reconhecimento, Justiça e Desenvolvimento” e busca reforçar a cooperação regional, nacional e internacional em relação ao pleno aproveitamento dos direitos econômicos, sociais, culturais, civis e políticos dos negros, bem como sua participação plena e igualitária em todos os aspectos da sociedade.

A abertura oficial da Semana ocorre no dia 16 de novembro com a atividade Negro e Suas religiões: Encontro Lideranças Religiosas, às 9h na Casa de Cultura Lufredina Araújo Gaya (Rua Padre Felipe, 900). No mesmo dia, ocorre a Passagem da Chama Cívico Religiosa da Casa do Pai Paulo Santiago de Xangô, às 19h, com início na Rua Rio Grande, 1982. As atrações da Semana ocorrem até o dia 22 de novembro.

Em 20 de novembro é celebrado no Brasil o Dia da Consciência Negra. A data foi escolhida como uma homenagem a Zumbi dos Palmares, que morreu neste dia, em 1695, lutando pela liberdade do seu povo no Brasil. Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, foi um personagem que dedicou a sua vida lutando contra a escravatura no período do Brasil Colonial, onde os escravos começaram a ser introduzidos por volta de 1594. Um quilombo é uma região que tinha como função lutar contra as doutrinas escravistas e também de conservar elementos da cultura africana no Brasil.


Programação
Sexta-feira (11)
Griôs na Escola
Locais:
CMEB Edwiges Fogaça (Rua Castro Alves, 660 - Parque Tamandaré)
CMEB Flôres da Cunha (Rua Novo Hamburgo, 1511 - Parque Amador)
CMEB Santo Inácio (Av. Gov. Ernesto Dornelles, 695)

16 de novembro
9h - Negro e suas religiões: Encontro Lideranças Religiosas/ Confirmação do Pastor Eliézer
Local: Casa de Cultura Lufredina Araújo Gaya (Rua Padre Felipe, 900)
19h - Passagem da Chama Cívico Religiosa da Casa do Pai Paulo Santiago de Xangô
Início: Rua Rio Grande, 1982
Chegada: Casa da Mãe Simone

17 de novembro
9h e 10h30min - Peça Negra Maravilha, com o grupo Migas Com Encena
Local: Casa de Cultura Lufredina Araújo Gaya
19h - Cine Debate Regional Eja - Filme Mãos Talentosas
Locais:
CMEB Maria Lygia Andrade Haack (Rua Osvaldo Jesus Vieira, 345 - Parque Primavera)
CMEB Oswaldo Aranha (Endereço: Rua Rio Grande, 1285 - Centro)
CMEB Santo Inácio (Rua Padre Urbano Thiesen, 303 - Parque Santo Inácio)

18 de novembro
9h - Griôs na escola
Locais:
CMEB Alberto Pasqualini (Rua Arthur da Costa e Silva, 55 - São José)
CMEB Dulce Moraes (Rua República Argentina, 150 - Liberdade)
EMEI Colorindo Aprender (Rua Vila Lobos, 858 - Parque Tamandaré)
EMEI Pedacinho do Céu (Av. Porto Alegre, 30 - Jardim Planalto)
14h - Exposição de trabalhos das escolas municipais de Esteio
Local: Casa de Cultura

19 de novembro
9h - Turbantaço
Local: Rua Coberta (Rua Garibaldi)

20 de novembro
17h - Roda de Capoeira Aberta e Sarau Negro (Música/Poesia)
18h - Mariete Fialho/Negra Jaque
Local: Av. do Carnaval (Av. Governador Ernesto Dornelles)

21 de novembro
19h - Seminário de Periferia
Tema: Extermínio da Juventude
MC Garden e representantes do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial (Compier)
Local: Câmara de Vereadores de Esteio (Rua 24 de Agosto, 535)

22 de novembro
19h - Sessão solene em homenagem ao afrodescendente (Personalidades Negras das Comunidades Escolares e Referências Negras do Município de Esteio)
Local: Câmara de Vereadores (R. 24 de Agosto, 535 – Centro)

*O que é Griô
O termo Griô é universalizante, porque ele é um abrasileiramento do termo Griot, que por sua vez define um arcabouço imenso do universo da tradição oral africana. É uma corruptela da palavra “Creole”, ou seja, Crioulo  a língua geral dos negros na diáspora africana. Foi uma recriação do termo gritadores, reinventado pelos portugueses quando viam os griôs gritando em praça pública. Foi utilizado pelos estudantes afrodescendentes que estudavam na língua francesa para sintetizar milhares de definições que abarca.

O termo griô tem origem nos músicos, genealogistas, poetas e comunicadores sociais, mediadores da transmissão oral, bibliotecas vivas de todas as histórias, os saberes e fazeres da tradição, sábios da tradição oral que representam nações, famílias e grupos de um universo cultural fundado na oralidade, onde o livro não tem papel social prioritário, e guardam a história e as ciências das comunidades, das regiões e do país. Na África, existem termos em cada grupo étnico: Dioma, Dieli, Funa, Rafuma, Baba, Mabadi… Os primeiros povos do Brasil também reconhecem no termo Griô a definição de um lugar social e político na comunidade para transmissão oral dos seus saberes e fazeres, a exemplo dos Kaingang do Sul, dos Tupinambá das Aldeias Tukun e Serra Negra (BA) e os Pankararu de Pernambuco, os Macuxi em Roraima, e tantos outros que participam da Rede Ação Griô Nacional contam sobre os Morubixabas, Kanhgág Kanhró… e o Griô contempla todos.
Fonte: Lei Griô Nacional (www.leigrionacional.org.br)